H O L O F O T E

Uma análise cristã do cotidiano, por PAULO TEIXEIRA ( RJ )

Arquivo para Março 25th, 2008

-CUBA: prisioneiros cubanos privados de Bíblias e de apoio espiritual

Escrito por redação do Holofote em 25 Março, 2008

Os direitos de culto dos prisioneiros cubanos continuam sendo “sistematicamente violados nas prisões de Cuba apesar da transferência de poder na ilha comunista, de Fidel Castro para o irmão Raul, de acordo com uma reportagem da Christian Solidarity Worldwide (CSW, sigla em inglês).

A matéria alerta para o fato de que as autoridades que tomam conta das prisões “negam regularmente aos prisioneiros políticos direitos à literatura religiosa incluindo Bíblias” e, “o direito de se encontrar com um pastor ou sacerdote, ou de se reunir com outros prisioneiros para estudos religiosos, orações ou adoração”.

A prática de negar os direitos religiosos básicos dos prisioneiros políticos é uma violação do Padrão Mínimo de Regras das Nações Unidas (ONU) para o Tratamento dos Prisioneiros. Trata-se de um conjunto de regras que estabelece e especifica os direitos religiosos de todos os prisioneiros. 

Denúncia

A CSW liberou essa notícia no quinto aniversário das sanções severas impostas massivamente pelo governo cubano sobre os dissidentes políticos, chamado pelos ativistas como Primavera Negra Cubana.

Cerca de 75 membros da sociedade civil cubana, defensores dos direitos cristãos, bibliotecários independentes, ativistas pró-democratas e jornalistas independentes, foram detidos, sujeitos a julgamentos informais e condenados à prisão, com sentenças extensas.

Oito meses de pesquisas

A CSW disse à BosNewsLife que parte de sua reportagem foi baseada em oito meses de entrevistas com as famílias dos prisioneiros cristãos e ex-detentos.

A reportagem destacou casos individuais, incluindo o do cristão Alfredo Rodolfo Domínguez Batista, que está cumprindo uma sentença de 14 anos na prisão provincial de Holguín, sob acusações que incluem “prejudicar a autonomia do Estado cubano ou sua integridade territorial por interesses de um Estado estrangeiro”.

A esposa de Domínguez Batista disse que a Bíblia dele e todos os materiais religiosos foram confiscados no verão de 2007 e até agora não retornaram. “Ele também teve que solicitar repetidamente para ter acesso a um sacerdote, um direito que é garantido apenas a cada quatro ou seis meses e recentemente tem sido negado”, disse a CSW.

À outro “prisioneiro político, Normando Hernández González, o direito de visitas pastorais tem sido completamente negado”, de acordo com notícia da CSW. “As entrevistas indicam que abusos similares acontecem regularmente em prisões de alta segurança pela ilha, o que sugere que isso seja estratégia do Estado visando atingir psicologicamente os prisioneiros políticos”, disse a CSW.

Autoridades das prisões

A diretora de advocacia da CSW, Tina Lambert, disse à BosNewsLife que nesse ínterim entrou em contato com as autoridades cubanas noticiando os casos e reforçando a importância do cumprimento dos padrões estabelecidos pela ONU, para assegurar que todas as autoridades das prisões estejam treinadas e pratiquem as regras estabelecidas pelo órgão em todos os países do mundo.

Lambert enfatizou que é “inaceitável que as autoridades cubanas procurem usar as crenças religiosas desses homens e mulheres com objetivo de manipulá-los de uma maneira tão cínica”.

A notícia da CSW veio a público menos de um mês depois da Assembléia Nacional de Cuba escolher Raul, o irmão mais novo de Fidel Castro - que ficou no poder por quase cinco décadas - para ser o novo presidente do país.

Existem algumas esperanças entre os observadores ocidentais de que essa mudança seja um passo inicial “para a democracia” no país. Entretanto, Raul Castro de 76 anos, disse em seu discurso de posse à Assembléia Nacional: “Nós consultamos Fidel para as decisões importantes”. Os 614 membros do corpo legislativo aceitaram essa proposta unanimemente.

Fidel Castro, que inspecionou as prisões cinco anos atrás, negou persistentemente a existência de dissidentes, descrevendo-os em vez disso como “mercenários dos Estados Unidos” que pretendiam prejudicar sua revolução socialista. Ele tem descrito as reportagens de abusos dos direitos humanos como propagandas ocidentais.

Fonte: Missão Portas Abertas

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–”Não há distinção entre católicos e protestantes”, diz Vaticano

Escrito por redação do Holofote em 25 Março, 2008

O pregador da Casa Pontifícia, Raniero Cantalamessa, fez, na sexta-feira (21), um apelo no qual chamou todos os cristãos à unidade e assegurou que “não existe distinção entre católicos, ortodoxos e protestantes, mas entre os que acham que Cristo é o filho de Deus e os que não o acham”.

A declaração chama atenção e sinaliza uma espécie de “mea culpa” porque em julho do ano passado o próprio Vaticano chegou a dizer que apenas a Igreja Católica é a Igreja de Cristo.

Raniero Cantalamessa fez as declarações durante a homilia da Paixão de Cristo pronunciada na Basílica de São Pedro e presidida pelo papa Bento XVI.

O pregador do papa, tradicionalmente encarregado da homilia da Paixão durante a Sexta-Feira Santa, acrescentou que a unidade dos cristãos é “uma meta a alcançar” e um “dom a acolher”.

E lamentou os obstáculos criados pelas diferentes denominações cristãs na obtenção da unificação.

Segundo o Cantalamessa, “o que está em jogo no início do terceiro milênio já não é o mesmo que na virada do segundo milênio, quando aconteceu a separação entre oriente e ocidente, nem é o mesmo que o da metade do milênio passado, quando aconteceu a separação entre católicos e protestantes”.

E acrescentou: “o mundo seguiu adiante e nós permanecemos presos a problemas e fórmulas que o mundo nem sequer lembra o motivo”.

Reconhecimento das diferenças

No entanto, ele explicou que o caminho em direção ao ecumenismo não pode “queimar períodos”, em relação às diferenças na doutrina entre os cristãos, “porque as diferenças existem e é preciso resolvê-las com paciência nas sedes apropriadas”.

“Mas podemos por outro lado queimar etapas na caridade, e estar unidos desde já”, acrescentou Cantalamessa.

Para o pregador do Vaticano, “o que poderá reunir os cristãos divididos será só a difusão de uma nova onda de amor por Cristo”.

Perseguição aos cristãos

No sábado (22), o papa Bento XVI – que durante a semana recebeu uma ameaça de morte da rede terrorista Al Qaeda, de Osama Bin Laden - lembrou as perseguições sofridas pelos cristãos em várias partes do mundo. 

Bento XVI, no início da tradicional Via-Sacra, declarou que ” coliseus se multiplicaram através dos séculos, em várias partes do mundo (referindo-se ao Coliseu como lugar histórico de martírio dos cristãos), nos lugares onde os nossos irmãos em diferentes partes do mundo, continuando a vossa Paixão, ainda hoje são duramente perseguidos”.

“E é este também um destino que diz respeito também à Igreja, a Esposa de Cristo que em muitas partes do mundo, está atravessando a hora tenebrosa da perseguição”, complementou.

Apesar de a Portas Abertas ser uma missão evangélica, é freqüente em nosso site a publicação de notícias que envolvam católicos – romanos, ortodoxos ou coptas. Somos uma missão de confissão apostólica e arraigada na tradição da reforma de Martinho Lutero do século XVI.

Ao mesmo tempo em que não é ecumênica, a Portas Abertas não se arroga a capacidade de distinguir quem é e quem não é cristão ( leia mais).

Nós cremos que essa é uma capacidade que Jesus guardou pra si mesmo, conforme a parábola do joio e do trigo (Mt 13.24-30, ênfase no versículo 30).

Fonte: Missão Portas Abertas

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-CHINA: chama olímpica é acesa em meio a protestos por direitos humanos

Escrito por redação do Holofote em 25 Março, 2008

Jogos Olímpicos 2008

A tocha dos Jogos Olímpicos de Beijing foi acesa hoje em meio a um forte esquema de segurança na cidade grega de Olímpia, onde a competição nasceu no ano 776 antes de Cristo, e em uma cerimônia marcada por protestos contra a situação dos direitos humanos na China.

Um pouco antes do acendimento da chama, três homens, membros da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), fizeram um protesto durante o discurso do presidente Comitê de Organização dos Jogos Olimpícos (BOCOG), Liu Qi.

Um dos indivíduos conseguiu exibir uma faixa com a frase “Boicote ao país que pisa nos direitos humanos” e outro gritou “Liberdade, Liberdade” atrás da tribuna oficial. Os três foram detidos por policiais logo depois.

Antes do fim do protesto também conseguiram exibir um cartaz que representava os anéis olímpicos como algemas.

Como manda a tradição, a tocha foi acesa com os raios solares refletidos em um espelho parabólico.

O público presente estava composto em sua maioria por funcionários do governo, jornalistas e pessoas que receberam ingressos, já que o acesso foi estritamente controlado.

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, afirmou durante a cerimônia que a Olimpíadas de Beijing  é uma oportunidade para que a China e o mundo aprendam, se descubram e se respeitem mutuamente.

Rogge declarou estar “triste” com os incidentes ocorridos na cerimônia de acendimento da tocha olímpica na Grécia, mas ressaltou que pelo menos estes foram “não violentos”.
“Acho que é sempre triste quando acontecem manifestações, mas estas foram não violentas e isto é o mais importante”, declarou Rogge à imprensa, pouco depois da cerimônia.

Também afirmou que não vê entusiasmo na comunidade internacional para estimular um boicote dos Jogos Olímpicos, apesar da repressão chinesa no Tibete e a repressão contra os cristãos chineses de igrejas subterrâneas.

Boicote

A organização RSF justificou o protesto em Olímpia ao afirmar que os direitos humanos são mais sagrados que a chama olímpica, depois que três de seus membros foram detidos pela polícia grega em Olímpia,

“Se a chama olímpica é sagrada, os direitos humanos são ainda mais. Nós não podíamos permitir que o governo chinês se apoderasse da chama olímpica, um símbolo de paz, sem denunciar a dramática situação dos direitos humanos no país, a menos de cinco meses para a abertura dos Jogos Olímpicos”, afirma o comunicado divulgado pela RSF em Paris.

Entre os três representantes da organização de defesa da liberdade de imprensa detidos pela polícia durante a cerimônia de acendimento da tocha olímpica estava seu secretário-geral, Robert Ménard, que no domingo foi condecorado cavaleiro da Legião da Honra pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy.

“O tratamento reservado na China àqueles que se expressam livremente, a censura imposta à imprensa e o blecaute sobre o Tibete pedem a mobilização. Atualmente, todos os meios são válidos para denunciar as graves violações das liberdades fundamentais na China. Nós manifestamos cada vez que podemos”, afirma a organizaçãó.

Na China, a televisão estatal interrompeu por alguns momentos a transmissão da cerimônia. Para evitar qualquer incidente, a televisão chinesa transmitiu a cerimônia com um pequeno atraso de alguns segundos.

Fonte: Missão Portas Abertas

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